O uso de churrasqueiras e equipamentos com fogo em praias tem sido alvo de restrições em algumas cidades brasileiras. A preocupação envolve a segurança dos frequentadores, a produção de resíduos e os impactos sobre a faixa de areia e o ambiente costeiro. Em Salinas da Margarida, na Bahia, a Prefeitura proibiu o uso e a instalação de churrasqueiras na Praia da Ponte, incluindo o calçadão e o entorno da área.
A medida foi estabelecida pelo Decreto Municipal nº 1.136, de 26 de outubro de 2026. A determinação também alcança equipamentos que utilizem fogo ou brasas e prevê apreensão dos materiais em caso de descumprimento. Segundo a gestão municipal, o objetivo é preservar o espaço público, melhorar a limpeza e reduzir riscos para quem frequenta a praia.
Entre os benefícios desse tipo de restrição estão a redução do risco de queimaduras e incêndios, a diminuição de restos de carvão e alimentos na areia e a prevenção do descarte inadequado de resíduos. Cinzas, brasas e materiais descartados podem prejudicar a limpeza da praia, enquanto o acúmulo de lixo atrai animais e compromete a experiência de outros frequentadores. A medida também ajuda a evitar que áreas de circulação e convivência sejam ocupadas por equipamentos de preparo de alimentos.
Em localidades onde o preparo de alimentos na areia faz parte da dinâmica turística, a restrição pode exigir mudanças na rotina e nas fontes de renda. Por isso, a aplicação das regras também envolve fiscalização, orientação ao público e alternativas adequadas para quem trabalha no setor.
As normas, porém, não são iguais em todas as cidades. Cada município pode estabelecer regras próprias para o uso das praias, de acordo com suas características e necessidades. O caso de Salinas da Margarida reforça o debate sobre como conciliar lazer, atividade econômica, segurança dos banhistas e conservação ambiental em espaços costeiros.

