Realizado no último dia 11, o IV FESTIVAL NÁUTICO MARIA FELIPA foi abençoado com um verdadeiro “dia de verão” em pleno inverno baiano.
Com semanas de muita chuva e vento que antecederam o evento, os velejadores foram positivamente surpreendidos com condições climáticas extremamente favoráveis.
Desde a largada da regata para Veleiros de Oceano e Monotipos, nas imediações da Marina da Penha, na Ribeira, passando pela navegação tranquila, com mar calmo e vento 11 nós (cerca de 18 km/h) até a chegada na Marina de Itaparica, com uma animada cerimônia e festa de premiação, nem uma só gota de chuva, ao contrário. Uma linda tarde de sol e noite estrelada foram o “pano de fundo” do IV Festival Náutico Maria Felipa.

REGATA SUSTENTÁVEL
Esse ano o evento passou a utilizar o SELO LIXO ZERO – REGATA SUSTENTÁVEL, onde todos os resíduos produzidos durante o evento tiveram correta destinação, bem como foram abolidos quaisquer plásticos de uso rápido, a exemplo de copos, pratos, talheres e canudos. A consultoria ambiental para esta importante ação foi da empresa COMPOSTAR, de Joana Kalid, parceira do evento desde a sua primeira edição.
ABERTURA DO EVENTO – MARINA DA PENHA
As 08h00 do dia 11, sábado, os convidados foram recepcionados com um café da manhã na Marina da Penha, no bairro da Ribeira, em Salvador, seguido de três interessantes.
A primeira delas foi realizada por GUSTAVO RODAMILANS, do Projeto Baleia Jubarte, falando do “Turismo de Observação de Baleias”.
Em seguida a palestra de DIVALDO BORGES, Diretor de Regulação e Certificações de Serviços Turísticos da Secretaria de Turismo da Bahia, com o tema “As 13 zonas turísticas da Bahia”.
O ciclo de apresentações foi encerrado por mais uma bela palestra do Historiador, Professor e Pesquisador RAFAEL DANTAS, destacando a importância da Baía de Todos-os-Santos no Hemisfério Sul.
Na oportunidade estavam presentes o Capitão dos Portos da Bahia CMG Alexandre de Souza Gomes, o presidente da SOAMAR Salvador e da Associação Náutica da Bahia Santiago Campo, o Presidente do Conselho Baiano de Turismo Pedro Costa, o Secretário de Simões Filho Joel Cerqueira, o Sr. Marcos Miranda, Assessor Técnico da SETUR/BA, o Sr. João Resch Leal, Diretor-Geral de Gestão do SAVAM (Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural) da Prefeitura de Salvador, a Sra. Maríia Prazeres, Gestora Operacional da Marina da Penha (Marinas Portmar), o Sr. Moysés Cafezeiro, Presidente do Observatório da Baía de Todos-os-Santos, os Chefes Dilma e Abreu, dos Escoteiros do Mar, Sra. Joana Kalid, Presidente da COMPOSTAR, o Jornalista Julival Góes, do “Programa A Bordo”, da Rádio Metrópole FM, além de diversos velejadores e convidados.

RECEPTIVO EM ITAPARICA
As primeiras embarcações chegaram a Itaparica por volta das 15h30, com início de desembarque na Marina de Itaparica a partir das 16h30.
Por volta das 17h30, nas belas instalações do Restaurante MAREA, na Marina de Itaparica, foi oferecida aos participantes uma deliciosa feijoada.
CERIMÔNIA E FESTA DE PREMIAÇÃO
As 18h00 teve início a apresentação da “Banda Dialeto”, atração local, com um repertório bastante eclético agradou ao grande público presente.
As 20h00 teve início uma animada Cerimônia de Premiação contemplando com troféus os três primeiros lugares de cada classe de veleiro e saveiro.
O FITA AZUL dos Veleiros de Oceano foi o Veleiro “MARUJO’S” e o FITA AZUL dos Veleiros Monotipos foi o Hobie Cat 16 “SÓ PRAZER”.
Presente o Sr. Ismar Souza, representando o Secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar e o Sr. Janesson Gonçalves, representando o Prefeito de Itaparica Zezinho Oliveira.
As 21 horas a Banda “Faustão e os Mongas” subiu ao palco e fez um show inesquecível, com um repertório que misturou o melhor do POP brasileiro.
Foi sem dúvida um dos pontos altos do evento, com muita comemoração e congraçamento dos navegadores com a comunidade Itaparicana.

VALORIZAÇÃO DA CULTURA
O Festival Náutico Maria Felipa, desde a sua primeira edição, preocupa-se sobretudo em envolver e valorizar a arte e a cultura de Itaparica, cidade anfitriã do evento, e cidade natal da heroína Maria Felipa.
Sendo assim, dezenas de artesãs locais expuseram e comercializaram os seus trabalhos durante todo o evento.
Além de ser uma importante “vitrine” para esses profissionais da arte, representam também um incremento na geração de renda.
MARINA DA PENHA & MARINA DE ITAPARICA
São dois importantes equipamentos que fazem parte das 11 obras estruturantes na Baía de Todos-os-Santos, através do PRODETUR BAHIA do Governo do Estado / Secretaria de Turismo da Bahia.
Sob a atual e competente gestão da empresa MARINAS PORTMAR, são de vital importância para o a mobilidade segura dos navegadores no evento, viabilizando embarque e desembarque com bastante conforto e incentivando a participação de mais embarcações e suas numerosas tripulações.
Ambas as Marinas envolvidas no evento possuem uma excelente estrutura de píeres flutuantes, píeres fixos, banheiros, vestiários e atenta equipe de apoio e segurança.

TURISMO NÁUTICO & A IMPORTÂNCIA DOS EVENTOS
O IV Festival Náutico Maria Felipa apresenta um reflexo extremamente positivo para o Turismo Náutico na Baía de Todos-os-Santos.
Aquece sobremaneira a cadeira produtiva associada ao turismo, propiciando a centenas de profissionais um incremento na geração de renda, movimentando setores como hotelaria, restaurantes, lojas, farmácias, transportes, vestuário, óticas, postos de combustíveis, supermercados, dentre muitos outros.
O Turismo Náutico e os eventos caminham de mãos dadas. Devem ser cada vez mais incentivados e apoiados, pois são em sua maioria a “porta de entrada” do turista, seja local ou de fora, para aquelas regiões que recebem esses eventos.
QUEM FOI MARIA FELIPA?
MARIA FELIPA DE OLIVEIRA. Nascida na Ilha de Itaparica em data desconhecida, marisque ira, pescadora e trabalhadora braçal, ela teria liderado um grupo de 200 pessoas, entre mulheres negras, índios tupinambás e tapuias nas batalhas contra os portugueses que atacavam a Ilha de Itaparica, a partir de 1822.
Com o apoio de homens da cidade, queimou inúmeras embarcações portuguesas, diminuindo o poderio colonizador no decorrer da batalha, e depois, enfrentou os portugueses usando folhas de cansanção, uma folha típica da região, que em contato com a pele dá a sensação de queimação; e toda a ação resultou em uma queda no número de soldados da tropa portuguesa.
Em 26 de julho de 2018 foi declarada Heroína da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.697, tendo seu nome inscrito no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”, que se encontra no “Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves”, situado em Brasília, Distrito Federal.

PATROCINADORES E APOIADORES
O IV FESTIVAL NÁUTICO MARIA FELIPA contou com o Patrocínio Master da SECRETARIA DE TURISMO DA BAHIA (SETUR/BA).
Especial patrocínio da DELTA YACHTS e especial apoio da PREFEITURA DE ITAPARICA.
Teve o apoio técnico da Federação de Esportes Náuticos do Estado da Bahia e Flotilha de Veleiros de Oceano da Bahia e apoio institucional da Capitania dos Portos da Bahia, do Aratu Iate Clube e da Associação Náutica da Bahia (ANB)
Apoio de Mídia da Tribuna da Bahia, do Site Mar Bahia, do site Nautinews, da Uranus 2 Comunicação e do Programa A Bordo da Rádio Metrópole FM.


