O caso do adolescente que morreu após um ataque de tubarão, registrado na última quinta-feira (29) na Praia de Del Chifre, em Olinda, Pernambuco, reacendeu o debate sobre segurança no ambiente marinho. Avistamentos recentes desses animais em áreas como a Baía de Camamu, no sul da Bahia, além de registros em Ilhéus e Salvador, reforçam a necessidade de informação e prevenção, especialmente em regiões com intensa atividade náutica e recreativa.
Com a maior extensão litorânea do Brasil, a Bahia abriga naturalmente diversas espécies marinhas, incluindo tubarões, que fazem parte do equilíbrio do ecossistema oceânico. Especialistas destacam que encontros com banhistas, mergulhadores ou surfistas não são comuns no estado, mas o aumento da circulação humana no mar exige atenção a protocolos de segurança e respeito ao ambiente natural.
Segundo o diretor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ibio-Ufba), Francisco Kelmo, a aproximação desses animais da costa costuma ocorrer de forma pontual. “A maioria dos tubarões vive em mar aberto. Quando aparecem em áreas rasas, geralmente é por velhice, doença ou algum tipo de desorientação”, explica. Ele reforça que esses animais não buscam deliberadamente áreas de banho.
Do ponto de vista náutico e preventivo, a orientação é evitar nadar ou mergulhar em áreas com registros recentes de avistamento, respeitar alertas das autoridades e evitar práticas que possam atrair fauna marinha, como o descarte de restos de pescado no mar. “A população pode ficar tranquila com seu banho de mar; eles não vêm para a praia propositalmente, são animais de profundidade”, afirma Kelmo, ressaltando que informação e cautela são fundamentais para uma convivência segura com o mar.

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